Carlos Carvalho em entrevista à Revista Cargo

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Carlos Carvalho em entrevista à Revista Cargo

Carlos Carvalho, Diretor Geral da Empigest, esteve à conversa com a Revista Cargo. O crescimento da Empigest desde a sua criação em 2007 até chegar à posição que ocupa atualmente no mercado português de equipamentos de movimentação de carga foi, obviamente, um dos assuntos em destaque. A parceria com a Crown, a aposta nos Recondicionados e as inovações tecnológicas que podem influenciar o mercado a curto/médio prazo foram outros dos temas abordados.

A conversa começou pela diferenciação entre a oferta da Empigest e a dos seus concorrentes:

“Acho que nos diferenciamos muito pelo nível de serviço, pela disponibilidade. Procuramos perceber os problemas dos clientes e encontrar soluções. E também procurámos, numa fase crítica de auge da crise, encontrar soluções que continuassem a garantir um bom nível de produtividade e que fossem mais económicas para os clientes, nomeadamente com os Recondicionados, que são máquinas com performances muito equiparadas às máquinas novas.

Portanto, aquilo que faz a diferença é a forma como procuramos aconselhar os clientes em relação ao que podem fazer com a sua frota. Hoje em dia, as empresas têm cada vez menos tempo para se dedicar ao que não é o seu real negócio. Estas procuram parceiros que resolvam problemas que não têm exactamente a ver com a sua actividade. Queremos bons informáticos, queremos uma empresa que nos resolva os problemas de recolha de resíduos, etc. E os nosso clientes também querem isso e nós procuramos mostrar que podemos resolver por eles as questões relacionadas com a sua frota. É fácil fazer uma proposta e dar o que o cliente pede, cumprindo as obrigações mínimas. Nós não gostamos de nos limitar a isso, queremos perceber a actividade do cliente, os desafios a nível de movimentação de carga e perceber se o equipamento que têm é o melhor, aconselhando o cliente para a solução mais eficiente mas também uma solução que seja economicamente viável.

Felizmente, com o passar dos anos temos percebido que as empresas estão cada vez mais dispostas a abrir-nos as portas e deixar que façamos a nossa análise, até porque isso não custa dinheiro. Acabamos por ganhar algum crédito se fizermos o trabalho bem feito e ganhamos a confiança do cliente.”

A aposta nos recondicionados e a parceria com a Crown têm sido duas das grandes bases para o crescimento continuado da Empigest:

“Acreditamos que temos que dar ao cliente aquilo que é a melhor solução para ele. Não procuramos forçar soluções. O momento em que o cliente opta por comprar uma máquina nova tem muito a ver com a disponibilidade financeira ou por perceber que no caso concreto em questão a máquina nova é a solução ideal. Tentamos ir sempre ao encontro do interesse do cliente. É óbvio que temos os nossos objectivos e até metas a cumprir, nomeadamente com a Crown, mas acreditamos que o conseguimos ganhando a confiança do cliente e oferecendo sempre a melhor solução em cada situação. A venda de máquinas novas acaba por surgir por acréscimo e naturalmente.

Portanto, o que temos visto no mercado português é que as máquinas recondicionadas continuam a ter uma saída bastante aceitável. A economia recuperou mas as máquinas continuam a ter saída.

Mas também temos que vincar que uma coisa são máquinas usadas e outra são máquinas recondicionadas. Para ter uma máquina recondicionada com garantias de qualidade de operacionalidade, o nível de recondicionamento tem que ter o nível que nós fazemos. As máquinas aqui são desmontadas integralmente, o chassis quando vai para pintura não tem nenhum componente em cima… Passa por todo um processo de montagem em que são analisados todos os componentes e alguns sem condições são substituídos. A máquina sai daqui para uma segunda vida, não passa por um simples embelezamento. Isso, obviamente, dá garantia ao cliente para um trabalho durante anos sem problemas.”

(…)

“Eu confesso que tivemos alguma sorte, o que também faz falta. Quando começámos a trabalhar com a Crown, em 2009, esta estava a meio de um processo de transformação da sua produção na Europa. Hoje, modelo mais antigo da Crown que está a ser comercializado terá seis anos. Remodelou totalmente os seus produtos! A Crown já tinha um produto muito fiável e robusto como tem hoje em dia mas tinha um design que não era nada europeu. As máquinas eram um pouco quadradas, não eram muito agradáveis à vista… Os operadores gostavam das máquinas mas não eram atractivas. Mas a linha da Crown mudou completamente e nós tivemos a sorte de apanhar essa fase de mudança profunda. Isso ajudou-nos bastante porque uma coisa é ter um produto bom mas que não é agradável à vista, outra é ter um produto bom com um bom design.”

Apesar do crescimento com base em equipamentos reconhecidos e comprovados pelo mercado, as novas tecnologias têm sempre a atenção da Empigest e são aposta viável para o futuro, que promete ser risonho:

“Cada vez mais as novas tecnologias vão estar associadas à movimentação de cargas. A Crown, por exemplo, tem o ‘Quick Pick Remote Control’, que permite ao operador a utilização do equipamento com comandos à distância enquanto está a fazer ‘picking’. Temos o ‘InfoLink’, um sistema de gestão de frotas, que hoje em dia já conta com alguns clientes em Portugal e que dá muita informação sobre o nível de performance do operador, se há acidentes, entre outros.

Começam a aparecer soluções diferentes a utilizar novas tecnologias. E o mercado irá por aí, embora talvez não tão rapidamente quanto se pensava, sobretudo porque os preços acabam por subir um pouco. Tem tudo a ver com a capacidade de investimento porque já é possível ter um armazém totalmente robotizado mas exige muita capacidade financeira. Por isso, também acho que o mercado tradicional está para ficar ainda por muitos anos.

Depois, há outras evoluções nas máquinas. Aquelas diferenças que víamos entre marcas, por exemplo a nível de conforto, já quase se esbateram, todas têm soluções semelhantes ao nível de conforto, visibilidade, sistemas de segurança, etc.

Por outro lado, aparecerão outras tecnologias como as baterias de lítio, que podem trazer vantagens face às baterias tradicionais… Veremos como isso vai evoluir.”

(…)

“Acredito que continuaremos a seguir na mesma linha de evolução que temos tido até aqui. Continuaremos a apostar em soluções avançadas tecnologicamente, porque a Crown está na vanguarda em termos de tecnologia. Continuaremos a manter o equilíbrio a nível de serviços, garantindo aos clientes uma resposta bastante eficaz.

E teremos que estar atentos ao mercado e àquilo que vai aparecendo de novo. Fazendo bem esse trabalho, se aparecer algo interessante podemos dar resposta oferecendo cada vez melhores soluções para os nossos clientes.”

As respostas acima são excertos da entrevista publicada pela Revista Cargo. Leia a entrevista na íntegra em https://revistacargo.pt/entrevista-carlos-carvalho/

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